segunda-feira, 3 de junho de 2013

Voando...

E eu vi o himalaia por cima das nuvens...
A primeira vez q eu voei foi para fortaleza, 3 horas de duração. 3 horas que pareceram 30. Muito medo, medo da decolagem, medo da aterrissagem, medo de estar a 10 mil metros de atitude!
Mas, segurei a onda. Sem escândalos, sem cara dee pavor (pelo menos não muita), e estar com minha ex—namorada do lado na época me ajudou. Mas foi tão ruim... Que eu pensei seriamente em voltar de ônibus. Sério mesmo! Seriam três dias de viagem... Mas resolvi voltar de avião, mesmo com medo. Lembro que na volta estava brigado com a minha namorada. Eu estava cabisbaixo enquanto o avião subia, quando uma mulher ao lado dela perguntou se eu estava passando mal. Ela brava comigo (não lembro o por que) disse em alto e bom som para meia aeronave ouvir: "Não, ele tem medo mesmo".  :-)
Nem liguei, só queria chegar em sp. Lembro que eu falava que se eu quisesse voar teria nascido passarinho, po!
Voei pela primeira vez bem velhinho e isso acho que ajudou...eu não conhecia o tremor, os sons. Não sabia o que era normal ou não.
Mesmo nos próximos vôos eu costumava ficar com medo e ficar ansioso mesmo meses antes da data da decolagem. Era uma tortura...
Mas a vontade de viajar, realizar os meus sonhos era maior do que meu medo (que não era pouco).
Claro que cheguei a pensar em tomar algum ansiolíticos (tarja preta). Mas como psicólogo eu tb sabia que a chance de eu sempre precisar tomar quando fosse viajar era grande e eu não queria isso. Claro e também sabia que comportamentalmente (Caraco que palavra grande) falando só enfrentando que o medo ia diminuir. (sempre lembrava dos experimentos sobre medo com ratinhos). A meditação me ajudou Muito. Mas durante muito tempo foi bastante ruim. Voar em avião pequeno então, nem pensar!
Mas eu sabia que a cada voou, eu estava melhor...
Hoje depois de sei lá quantos vôos. (na casa das dezenas). Vi o himalaia em um avião pequeno. Não, não virei passarinho. Mas só deixei meus sonhos criarem asas... E passo a passo, com todos os medos e dificuldades fui vencendo um medo de cada vez... Medos foram feitos para serem enfrentados. Tem umas frase do Osho, que diz que todas as suas realizações estão logo ali depois dos seus medos.
O segredo não é não ter medo, é fazer mesmo com ele.
Aceite_o, abrace—o. permita—se ser fraco...
E vá, um passo de cada vez...
Ou, com uma batida de asas de cada vez.... E voe!

sábado, 1 de junho de 2013

O sorriso de uma criança.

"Eu quero ser feliz"
E tão comum ouvir isso. É como se a felicidade fosse algo que acontecesse, assim num passe de mágica, no último capítulo da nossa novela pessoal.
Talvez, como se a felicidade estivesse naquela casa cara na praia, num melhor emprego, num novo amor e etc..
Ou tão repentina como se fazer um pedido para o Gênio da lâmpada.
Estou convencido que a felicidade é fruto de um lento e contínuo cultivo. Que após anos arando a terra da nossa existência, adubando as virtudes  e aparando as ervas daninhas  dos nossos defeitos. E só assim depois de um lento cultivo a felicidade que transparece no sorriso inocente e encantador de uma criança poderá fazer lar no nosso ser...
Em nada é fácil esse cultivo. Da trabalho. As vezes o plantio é destruído pelo mal tempo, por uma praga ou descuido. Mas como qualquer cultivador da própria felicidade devemos respirar e voltar a arar a terra para plantar insistentemente novas sementes... De novo, de novo e de novo.
Pois é isso o que um cultivador da felicidade faz.. Ele não compra a felicidade no supermercado, ele a cultiva com a paciência necessária para um fruto amadurecer.
Mal tempo, pragas, má sorte, doença faz parte da vida de qualquer cultivo. Não é fácil....
Felicidade não se alcança, se cultiva em cada passo, em cada momento, em cada respiração.
Não há mágica, há trabalho.
Como se cultiva a felicidade?
A resposta?
Ah...
A resposta esta no sorriso de cada criança.