Mostrando postagens com marcador mochilão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador mochilão. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Sofrimento...



Sabe é bastante comum alguem depois de um episódio de sofrimento tentarmos evitar situacoes similares para nao sofrer novamente, em psicologia chamamos isso de esquiva. Que é justamente evitar situacoes parecidas pra que nao sofrermos de novo.(resumidamente)
Ontem passei o dia sozinho e um pouco triste pela despedida, apesar de eu saber que era assim que tinha que ser, o que me fez refletir muito sobre isso, sofrimento, perdas, decepcoes e etc. Poxa, eu estou na metade da minha viagem e tudo aquilo que eu realmente queria ver já vi o que de repente faz com que talvez daqui pra frente seja um pouco mais morno. Passei o dia todo pensando nisso e em como lidar com isso...
Andando pelos templos, Angkor é simplesmente magico e enorme! Vale muito a pena!! Por eu achar que era menor, comecei a andar e de repente vi que tava longe pacas de tudo! Fiquei andando e torcendo para passar algum tuk tuk vazio, mas passou uma moto taxi q eu náo exitei  em fechar o dia todo com ele, imagina eu numa biz sem capacete o dia todo, esse foi meu dia, mas foi show e eu gosto desse tipo de viagem sozinho, no meu ritmo, mesmo assim senti a falta de companhia que eu ja estava acostumado nos ultimos 5 dias. E continuei refletindo sobre isso  que acontece conosco o tempo todo, depois de um desilusao amorosa constantemente ouvimos as pessoas dizerem:~"Ah, nao quero saber de ninguem por enquanto". Com medo de sofrer um decepcao ou passar vergonha e etc deixamos de viver muitas coisas...E nesse caso um "sofrimento" pelo tão bom que tinha sido os ultimos dias, estranho sofrermos até quando é por uma coisa boa.
Será que vale a pena arrumar companhia para depois nao ter mais?
É quase algo como: Pra que vou arrumar a cama se amanha ela vai estar baguncada de novo?
Bom, o resultado da reflexão é (por ora): O sofrimento faz parte e mesmo vivendo intensamente não temos como fugir dele é algo que faz parte da vida, assim como o dia e a noite... e etc. Mas a questão é justamente essa, aceitemos a tristeza, quando assim o fizermos não teremos mais o medo de viver para não sofrer esse sim é o maior pecado de todos, não viver por medo de viver! Tudo isso faz parte! E O MAIS IMPORTANTE, ao sabermos disso, vamos viver o hoje, como unico e singular como realmente o é!
A letra desse sintetiza bem o que quero falar:

Quem já passou por essa vida e não viveu
Pode ser mais, mas sabe menos do que eu
Porque a vida só se dá pra quem se deu
Pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu
Ah, quem nunca curtiu uma paixão nunca vai ter nada, não
Nao há mal pior do que a descrença
Mesmo o amor que não compensa é melhor que a solidão
Abre os teus braços, meu irmão, deixa cair
Pra que somar se a gente pode dividir
Eu francamente já não quero nem saber
De quem não vai porque tem medo de sofrer
Ai de quem não rasga o coração, esse não vai ter perdão ....

Ontem eu tive uma noite muito legal e diferente, quando eu estava vindo da fronteira com as meninas (norueguesas) eu tive que vir em outro taxi por que estavamos em 5 e náo cabia todo mundo no mesmo taxi, entáo eu peguei outro e vim com um casal de russos por volta do seus 60 anos que nao falavam uma palavra em ingles e uma mulher belga, vim conversando com essa mulher e um papo bem legal que durou as 2 horas até chegarmos no destino, trocamos email e etc. Mas, como eu estava acompanhado pelas outras meninas nem fiz contato.
Eis que como tava sozinho mandei um email para ela... E no fim, foi mais uma noite fantastica com muita coisa legal para se lembrar....

Isso ai! Vamos viver agora, por que, no fim é so o agora que temos!
O hoje é um presente que o ontem nos dá!
Valeu pessoal!

domingo, 25 de dezembro de 2011

Renascendo...


Ano passado ingressei para um sonho, viajei para a Europa e foi maravilhoso poder contar com vocês como minha companhia de viagem. Cada aventura, cada medo, cada sensação era partilhada e as felicidades eram multiplicadas e as dificuldades eram amenizadas. Eu sempre afirmo que cada vez que eu saio, eu volto mais brasileiro, para uns eu sai pouco, para outros eu já viajei muito. Mas tudo na vida é assim, tudo depende com quem se compara e com o que, o que é muito difícil para uns para outros não é nada.
Bom, para mim, uma viagem para o desconhecido sempre é bastante difícil, eu acho muito engraçado quando as pessoas dizem que sou corajoso, não tem nada de coragem, tem de vontade, de desejo! Desejo de aprender, de tocar, de ver... Vontade de estar, sentir e viver... Talvez, se você de novo comparar com alguém tudo isso possa parecer pequeno e fácil, se você comparar comigo mesmo há uns 3 anos atrás, eu mesmo tendo vontade diria que é necessário muita coragem.  Na verdade toda vez que o Marcelo sai, o Marcelo que vai nunca mais volta, sempre vem outro, bastante diferente.
Pode parecer papinho de viajante...
Mas, nós somos aquilo que nos rodeia, tudo a nossa volta serve para que possamos saber quem somos, nossos pais, familiares, cidade, signo, time, gosto, esporte tudo! Se perguntarmos para alguém quem ele é, provavelmente ele dirá: Sou Brasileiro, do sexo masculino, trabalho com tal coisa, torço para tal time... e por aí vai, numa lista enorme de coisas externas a si mesmo. Até quando colocamos características próprias como bom, mal, ruim, caridoso, só o podemos fazer comparando com algo ou alguém.
Deixemos a vã filosofia de lado...
O que quero dizer é que uma viagem solitária é um renascimento, é despir-se de tudo que se é, para chegar num lugar e se ver sem amigos, sem diploma, sem trabalho, sem fazer parte do meio, sem saber o que comer, o que falar, qual é o costume, o que tem atrás da próxima esquina. Você esta menos adaptado do que qualquer criança de 4 anos.  È um contato com você puro e franco, onde você se encontra nu, sem identidade, “Sem lenço nem documento”. Há muita aprendizagem nisso...
Não que em outros tipos de viagem não há aprendizagem... em casal, entre amigos... Mas, cada aprendizagem é única e intransferível. Assim como cada viagem, o que os olhos de cada um vêem é uma delicada junção entre o que fui, preceitos, preconceitos entre muitos outros igredientes. O mundo que vocÊ vê, só você pode vê-lo.
Mas enganam-se quem acredita que é preciso cruzar o globo para isso... pode se aprender em qualquer lugar. Todo lugar tem seu sabor, seu cheiro, seeu toque, sua historia. Quem não consegue ver beleza com o que tem ao seu redor, tão pouco verá distante.
Estou zarpando, saindo de casa agora. O itinerário dos próximos dias: Vôo para a Alemanha, durmo uma noite lá, embarco no dia seguinte para Bangkok domindo também só uma noite, depois uma viagem noturna de ônibus até Koh Phi Phi, para então aí sim começar a relaxar.
Obrigado a todos... e espero que vc’s também possam aproveitar essa viagem, afinal, em mim há um pouco de cada um de vc’s. Todos sem distinção... Abraço!