segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Qual é o preço da Felicidade?


Hoje foi um diazinho meio duro... Numa viagem como essa que estou fazendo cada mudança de lugar é um desafio novo. É uma despedida, um sonho que um dia foi muito grande foi realizado e agora esta fazendo parte do passado, para que só assim poder viver outras experiências. Isso de modo geral é muito difícil de se fazer no nosso dia, vivemos na nossa zona de conforto o que nos faz pensar que poxa, já esta bom assim! Nesse caso estou falando de Koh Phi Phi, a experiência foi fantástica, festa toda noite, um ambiente muito favorável a amizade e claro depois de um tempo você já se sente em casa e é como saber que o seu vizinho mora logo ali, que o Zé da mercearia é gente boa, o lugar favorito para senta e etc...
Bom, claro nem tudo são flores, mesmo lá! Dentro os contatos iniciais previamente feitos, meu santo não bateu com o santo de outra companheira de viagem, por diferenças de pontos de vistas e etc... E claro meus amigos mais próximos sabem quanto eu posso ser difícil quando tenho uma opinião. O que, de verdade, independente das minhas razões sobre os “santos não baterem”, faz com que eu PRIMEIRAMENTE tenha que ver, que se me incomodou sou que tenho que mudar ou me adaptar. Isso não é de nenhuma forma uma critica a esse contato, sou grato pela recepção, é uma critica a minha pessoa e o tanto que ainda tenho que aprender.
Bom, mas esse post eu quero falar sobre o meu dia hoje.
Todos os meus contatos que conheci na ilha e que estavam partindo hoje estavam indo para uma praia determinada que o meu guia definia da seguinte maneira: “provides civilization instead of scenery” ( dá mais civilização do que cenário). O sul da Tailândia tem dezenas de ilhas fantásticas, mas nessa trip eu só queria Koh Phi Phi e Railay beach que conheci como um dos por de sol mais bonitos do mundo. De modo que apesar de todo mundo estar indo para um lugar o que me facilitaria a vida em termos de tudo (estadia, translado, tudo!) eu bati o pé, deixei o caminho pronto pra traz e decidi me virar. Bom eu não tinha nada reservado e nem sabia como chegar lá! Todos os números do meu guia estavam errados. Lá vai o Marcelo para o balcão de informação depois de tentar vários hotéis, bangalôs, resorts (todos cheios) a atendente acha um só (um resort). Uma puta de uma granaaaaa(pros padrões Tailandese e pro que eu quero gastar)! Pra voce’s terem uma idéia era 5 x mais do que eu já considero mediano. Mas eu não queria ia pra onde todo mundo foi... não mesmo... :(, sei que é um orgulho, mas eu sentiria como se eu tivesse falhado comigo mesmo...
Resolvi pagar... um taxi até a marina e mais um barquinho até Railay beach. É bem pequeno mas paradisíaco, perfeito para relaxar. Imagina eu chegando num resort com o pé sujo e pensando, bom pelo menos vou dar uma boa relaxada. A idéia era ficar no resort um dia e achar um outro lugar que eu sei q tinha mas que não dava para fazer pela net ou pelo tel. Só não vim direto para ele por que podia não ter vaga ( e de fato não tinha). Chego no resort quebrado.. e eis que o cara me fala que a reserva não tinha sido feito. :( Poxa eu tinha pago uma puta granaaa.. (paguei na agencia). Bom, entre as opções... pagar mais uma diária, voltar pra cidade e tentar rever meu dinheiro e dar adeus a conhecer aqui ou achar o lugar mais barato. E eu tentando manter a serenidade e não deixando o pensamento derrotista de que tudo estava dando errado tomar conta. ( O que numa viagem é a morte). Bom, como disse não tinha vaga no mais barato, volto pro resort e o cara disse que me arrumaria um lugar por menos da metade do que eu tinha pago na agencia, parece bom, né? Nada era um canto esquecido do resort feito para pegar dinheiro de quem chega de ultima hora. O lugar fedia xixi, o chuveiro era uns pingos caindo, quarto sujo e barata no banheiro... :( Foda, foda, foda. Eu geralmente não ligo muito tendo segurança e higiene. Bom, fazer o que...vamos relaxar... fui na opção barata de novo, reservo pro dia seguinte. Ou seja nessa altura já tinha gasto umas 8 vezes o que eu gostaria. Ok.. relaxo, mantenho a calma e agora é hora de ver o lugar... como um pouco, vou pra praia... linda..muito linda e já começo a melhorar. Na volta o cara do hotel diz que achou minha reserva e em nome do contratempo diz que vai me mudar de quarto e me dar uma diária a mais. Tudo resolvido, volto no outro hotel, peço a grana de volta, que foi devolvida e ele estornou o quarto que eu tinha pago pela metade do preço, no fim ficou umas 3 x mais caro, mas com muiiiiiiiiito mais conforto. E agora to num quarto enorme, com uma piscina na frente da minha varanda e visão do mar. Muiiiiiiiiiiiiiito mais do que eu precisaria. Mas ok, to aqui pra relaxar....
Na verdade, claro que poderia nada dar certo, o que eu acho é que se eu tivesse gritado, esperneado, chorado ou me desesperado. Ai sim eu teria perdido tudo...
No fim o preço para sua felicidade é você quem dá... ( cuidado, não peça muito).
Ah o por do sol... é a foto que ta ai... tirada por mim! Abraço a todos... obrigado!

Um comentário:

  1. Uuuuuuuuuufa! que sufoco, mas entre mortos e feridos tudo saiu bem! Rs!E como você postou: “Quando o pupilo esta pronto para aprender a vida providencia o mestre”.
    Abraços

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